sábado, 7 de novembro de 2026

6º Plan 2º pt Crônica Coesão/Raiz/Pronomes/

Como base, use as páginas do livro de William Cereja 145 a 157




O jovem casal
Estavam esperando o bonde e fazia muito calor. Veio um bonde, mas tão cheio, com
tanta gente pendurada nos estribos que ela apenas deu um passo à frente, ele esboçou
com o braço o gesto de quem vai pegar um balaústre — e desistiram.
Um homem da carrocinha de pão obrigou-os a recuar para perto do meio-fio; depois
o negrinho da lavanderia passou com a bicicleta tão junto que um vestido esvoaçante
bateu na cara do rapaz.
Ela se queixou de dor de cabeça; ele sentia uma dor de dente enjoada e insistente
– preferiu não dizer nada. Ano e meio casados, tanta aventura sonhada, e estavam tão
mal naquele quarto de pensão do Catete, muito barulhento: “Lutaremos contra tudo” —
havia dito — e ele pensou com amargor que estavam lutando apenas contra as baratas,
as horríveis baratas do velho sobradão. Ela com um gesto de susto e nojo se encolhia a
um canto ou saía para o corredor — ele, com repugnância, ia matar a barata; depois, com
mais desgosto ainda, jogá-la fora.
E havia as pulgas; havia a falta d'água, e quando havia água, a fila dos hóspedes no
corredor, diante da porta do chuveiro. Havia as instalações que cheiravam mal, o papel
da parede amarelado e feio. As duas velhas gordas, pintadas, da mesinha ao lado, lhe tiravam
o apetite para a mesquinha comida da pensão. Toda a tristeza, toda a mediocridade,
toda a feiura duma vida estreita, onde o mau gosto pretensioso da classe média se juntava
à minuciosa ganância comercial — um simples ovo era “extraordinário”. Quando eles
pediam dois ovos, a dona da pensão olhava com raiva; estavam atrasados no pagamento.
Passou um ônibus, parou logo adiante, abriu com ruído a porta, num grande suspiro
de ar comprimido, e ela nem sequer olhou o ônibus, era
tão mais caro. Ele teve um ímpeto, segurou-a pelo braço
disposto a fazer uma pequena loucura financeira —
“Vamos pegar o ônibus!” — Mas o monstro se fechara
e partira, jogando-lhes na cara um jato de fumaça.
Ele então chegou mais para perto dela — lá vinha outro
bonde, mas aquele não servia — enlaçou-a pela cintura,
depois ficou segurando seu ombro com um gesto
de ternura protetora, disse-lhe vagas meiguices, ela apenas
ficou quieta. “Está doendo muito a cabeça?” Ela disse
que não. “Seu cabelo está mais bonito, meio queimado
de sol.” Ela sorriu levemente, mas de repente: “Ih, me esqueci
da receita do médico”, pediu-lhe a chave do quarto,
ele disse que iria apanhar para ela, ela disse que não, ela

iria; quando voltou foi exatamente o tempo de perder um bonde quase vazio;
os dois ficaram ali, desanimados.
Então um grande carro conversível se deteve um instante perto deles,
diante do sinal fechado. Lá dentro havia um casal, um sujeito de ar importante
na direção e sua mulherzinha meio gorducha, muito clara. A mulherzinha
deu um rápido olhar ao rapaz e olhou com mais vagar a moça,
correndo os olhos da cabeça até os sapatos, enquanto o homem dizia alguma
coisa de um anel. No momento do carro partir com um arranco macio
ouviram que a mulher dizia: “se ele deixar por quinze, eu fico.”
Quinze contos — isto entrou pelos ouvidos do rapaz, parece que foi bater,
como um soco, em seu estômago mal alimentado — quinze contos,
meses e meses, anos de pensão! Então olhou sua mulher e achou-a tão
linda e triste com sua blusinha branca, tão frágil, tão jovem e tão querida,
que sentiu os olhos arderem de vontade de chorar. Disse: “Viu aquela vaca
dizendo que vai comprar um anel de quinze contos?”
Vinha o bonde.
(In: Davi Arrigucci Jr., org. Os melhores contos de Rubem Braga. 3. ed. São Paulo: Global, 1985. p. 41-2.)



1ª - A crônica retrata um momento da vida de um jovem casal que vive no Catete, bairro do Rio de Janeiro. Qual é o ponto de vista adotado pelo narrador para contar a história:

(A) A 3ª pessoa, conforme indica o emprego de verbos e pronomes em 3ª pessoa: estavam, veio, ele, ela, etc.
(B) A 1ª pessoa, conforme indica o emprego de verbos e pronomes em 3ª pessoa: estou, vim, eu, tu, etc.


2ª Observe as seguintes palavras e expressões empregadas no 4º parágrafo: “cheiravam mal”, “papel de parede amarelado e feio”, “duas velhas gordas, pintadas”, “mesquinha comida da pensão”, “tristeza”, “mediocridade”, “feiura”, “vida estreita”, “mau gosto”, “ganância comercial”, “raiva”. Esse conjunto de palavras e expressões cria um campo semântico (rede
de significados) que traduz o modo como as personagens viam ou sentiam
o espaço em que viviam. Esse campo semântico é positivo ou negativo?


A) É um campo semântico positivo.

B) É um campo semântico negativo.



3ª Na crônica, o que se fica sabendo sobre o casal?

A) Que são ricos, não têm dificuldades econômicas, vivem em uma pensão e são casados há um ano e meio

B) Que são pobres, têm dificuldades econômicas, vivem em uma pensão e são casados há um ano e meio

4ª Como você sabe, a crônica é um texto curto, que apresenta alguns elementos narrativos reduzidos ou condensados. Na crônica lida: Quantas personagens há?

(A) Duas personagens centrais e algumas outras secundárias.

(B) Quatro personagens centrais e algumas outras secundárias.


5ª Em quanto tempo transcorrem as ações?


A) Em alguns minutos; talvez de 10 a 15 minutos.

B) Em alguns minutos; talvez de 5 a 10 minutos.






1º De acordo com o livro didático o que quer dizer "Crônica: experiências do homem comum"

(A) Na crônica, estamos diante de experiências do homem comum, expressas em linguagem ordinária [...]. Em suma, a crônica não se enquadra na divisão clássica dos gêneros – épica, drama (subdividido em tragédia e comédia) e lírica.

(B) Na crônica, estamos diante de experiências do homem comum, expressas em linguagem ordinária [...]. Em suma, a crônica precisa se enquadrar na divisão clássica dos gêneros – épica, drama (subdividido em tragédia e comédia) e lírica.

O dia das perguntas bestas

     Estava cansado daquela sala de aula. Não aprendia nada porque todos conversavam muito. Eu tinha vindo de uma escola particular boa. Já fazia dias que por uma dificuldade financeira - acabei aqui. Os alunos eram muito bagunceiros. Mas, naquele dia havia algo novo no ar. Eles estavam silenciosos.
     Há um diferencial desta escola para a outra. Na outra, eram comum perguntas que faziam os professores se rebolarem para respondê-las. O professor retorcia o rosto e os colegas arregalavam os olhos. A etenção era total. Todos sabiam que uma explicação seria o diferencial na prova e na vida.
     Aqui é horrível. Só que naquele dia todos estavam atentos. Para completar este dia maravilhoso só faltava as velhas perguntas da outra escola.
     Foi então que o silêncio foi interrompido.
     -Professor, professor...?
     Era o Paulo - o baixinho. Um pouco inteligente. Muito atentado, mas um pouco inteligente. Pensei: “finalmente o silêncio seria rompido por uma pergunta que ao ser repondida melhoria nossas vidas”.
     -Professor, professor...? continuou o Paulo.
     O professor olhou e o menino perguntou:
     -Professor, professor: posso ir ao banheiro?
     O menino saiu. O silêncio continuou. O professor começou a escrever o assunto no quadro. O silêncio foi rompido de novo.
     -Professor, professor...?
     De costas o mestre copiava.
     -Professor, professor...?
     Era a Andreia, a menina era a mais preguiçosa, mas parecia querer saber algo.
     -Professor, professor...?
    Ele olhou e a menina perguntou:
     ...É pra copiar?
     O professor ficou com cara de poucos amigos e pediu para que todos fizessem o exercício da página seguinte.
     -Professor, professor...?
     Dessa vez a Joyce. Estava muito agressiva. Agora sim, da Joyce sairia algo que valesse o dia.
    -Professor, professor...? quantas linhas é pra saltar?
     O sinal toca. Era o fim de mais um dia de sofrimento. Todos correm feitos loucos. Na saída da escola eu encontrei um senhor que juntava latinhas. Estava sujo, talvez nunca tivesse  cortado o cabelo nem tirado a barba.
     -Menino...falou o homem.
     -Eu estudei aí. Gostava muito das conversas na aula; não dava muita atenção aos professores. Eu estou vivo.
Disponível em <http://isaacsabino.blogspot.com.br/2014/09/o-dia-das-perguntas-bestas.html> acesso em 14 de setembro 2014

2.     (Modelo_Vestibular PAES 2014) Analise as informações:
1)    O narrador está cansado na nova escola.
2)    Os alunos daquela escola eram muito eufóricos.
3)    As perguntas da nova escola eram interessantes para o estudo.
4)    Na outra escola as perguntas eram inteligentes.

Estão em consonância com o Texto as informações:
A) 2, 3 e 4, apenas.
           
B) 1, 2 e 4, apenas.
   

3. (INSS adaptada 2012) No texto, por eufóricos entende-se

(a)   Animados  

(b) discretos   



Vexame

     Essa vai ser difícil de contar, mas coragem:
     Era segunda-feira, quatro da tarde, eu estava desde cedo escrevendo e lendo e
cozinhando e não aguentava mais ficar em casa. Tirei uma nota de 50 reais da carteira,
peguei os originais de um romance russo que eu tinha que revisar pra semana
seguinte e fui pro Charm, um boteco inteiramente desprovido de charme na esquina
da Augusta com a Antônio Carlos. O plano era voltar em duas horas no máximo.
     Pedi uma cerveja, a cerveja me animou, parei de trabalhar e mandei mensagens
pra alguns amigos que moram na região. Um deles, também escritor, estava
à toa e chegou rápido. [...]

(http://www1.folha.uol.com.br/colunas/fabriciocorsaletti/2015/11/1711933-vexame.s html)


4. Conclua e marque: A linguagem utilizada em crônicas segue um padrão?

(A)Sim, a linguagem de crônicas pode apresentar um registro menos ou mais informal, dependendo do perfil do cronista, do público em vista e do veículo.

(B) Não, a linguagem de crônicas pode apresentar um registro menos ou mais informal, dependendo do perfil do cronista, do público em vista e do veículo.




5. 08 (Instituto Machado de Assis 2015) Analise os itens a seguir que dizem respeito a CONSTRUÇÃO DO TEXTO:
I – Coesão é a relação semântica que se estabelece entre as diversas partes do texto, criando uma unidade de sentido.
II – Coesão referencial ocorre quando se usam conjunções, locuções conjuntivas, preposições, locuções prepositivas ou pronomes relativos que normalmente conectam orações dentro do texto dando referência à leitura, estabelecendo determinadas relações de sentido e concatenando as ideias dentro dele.
III – Coesão sequencial ocorre quando cada segmento que se sucede no texto acrescenta informações novas aos enunciados anteriores, para evitar repetição de ideias.
IV – Coesão recorrencial ocorre quanDo se usa a reiteração de vocábulos, o paralelismo semântico (repetição de estrutura sintática semelhante) e a paráfrase.

Quantos itens estão corretos?

A) quatro  
       
D) um       


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CRÔNICA
     A crônica é uma forma textual no estilo de narração que tem por base fatos que acontecem em nosso cotidiano.
     Você já deve ter lido algumas crônicas, pois estão presentes em jornais, revistas e livros. Além do mais, é uma leitura que nos envolve, uma vez que utiliza a primeira pessoa e aproxima o autor de quem lê. Como se estivessem em uma conversa informal, o cronista tende a dialogar sobre fatos até mesmo íntimos com o leitor.
     O texto é curto e de linguagem simples. A sátira, a ironia, o uso da linguagem coloquial demonstrada na fala das personagens, a exposição dos sentimentos e a reflexão sobre o que se passa estão presentes nas crônicas.  
























PRINCIPAIS SUFIXOS GREGOS

IA:ciência, técnica.(Geometria, Geologia)
ISMO, ISTA: seita, doutrina. (socialismo)
ISTA: profissão. (dentista, pianista)
ITE: inflamação. (otite, pleurite)
IZ(AR): ação causadora. (realizar)
OSE: doença. (esclerose, turbeculose)
TÉRIO: lugar. (ncrotério, batistério).
PRINCIPAIS SUFIXOS LATINOS
ADA: ação ou resultado de ação. (paulada, facada)
ADA: coleção. (boiada, papelada)
AGEM: coleção. (folhagem, margem)
AL: coleção. (bananal, laranjal)
ANO, ÃO: naturalidade. (americano)
ÁO, ARÃO, ALHÃO: aumentativo (caldeirão, casarão, grandalhão)


4 577 (T.JUST-RJ b) Silicose é um vocábulo que apresenta o sufixo ose indicativo de doença. Em que palavra abaixo esse mesmo sufixo tem valor diferente?
a) trombose                  b) diagnose                     c) tuberculose                                       
d) fastígio                    e) tragicômico

4. 159 (CÂM.MUN.RIO Renato Aquino b2014) Assinale a classe da palavra destacada nas frases a seguir, corretamente classificada:
a) Não há receitas magicas que  respondam...(1.31) – conjunção
b) ...para resolver tais questões.  (1.32) – pronome demonstrativo
c) Há que se alargar os horizontes...(141 – pronome relativo
d) ...como meio de ascensão social (1.43) – numeral fracionário
e) ...do consumo mais elitizado. (1.44) – pronome indefinido



        


CRÔNICA COMO QUESTÃO de 6 a 10. Escreva no verso uma crônica parecida com a do início desta página. Use o ambiente escolar. Não esqueça dos personagens e a situação tem que ser o mais próximo possível do tempo presente.

sexta-feira, 6 de novembro de 2026

10º Plan 3º ROBOCOP, O “EU”, LISPECTOR – Implícitos e intertextualidade p 234

Cultivar um estilo de vida saudável é extremamente
importante para diminuir o risco de infarto mas também de problemas como morte súbita e derrame.
Significa que manter uma alimentação saudável
e praticar atividade física regularmente já reduz,
por si só, as chances de desenvolver vários problemas.
Além disso, é importante para o controle da pressão
arterial, dos níveis de colesterol e de glicose no sangue.
Também ajuda a diminuir o estresse e a aumentar
a capacidade física, fatores que, somados, reduzem
as chances de infarto. Exercitar-se, nesses casos, com
acompanhamento médico e moderação, é altamente
recomendável.
ATALIA, M. Nossa vida. Época. 23 mar. 2009.


1º (ENEM) As ideias veiculadas no texto se organizam estabelecendo relações que atuam na construção do sentido. A esse respeito, identifica-se, no fragmento, que

(a). a expressão “Além disso” marca uma sequenciação de ideiAs.

(b). o conectivo “mas também” inicia oração que exprime ideia de contraste.


O Flamengo começou a partida no ataque, enquanto
o Botafogo procurava fazer uma forte marcação
no meio campo e tentar lançamentos para Victor
Simões, isolado entre os zagueiros rubro-negros.
Mesmo com mais posse de bola, o time dirigido por
Cuca tinha grande dificuldade de chegar à área alvinegra
por causa do bloqueio montado pelo Botafogo
na frente da sua área.
No entanto, na primeira chance rubro-negra,
saiu o gol. Ap—s cruzamento da direita de Ibson, a
zaga alvinegra rebateu a bola de cabeça para o meio
da área. Kléberson apareceu na jogada e cabeceou por
cima do goleiro Renan. Ronaldo Angelim apareceu
nas costas da defesa e empurrou para o fundo da rede
quase que em cima da linha: Flamengo 1 a 0.

Disponível em: http://momentodofutebol.blogspot.com (adaptado).

2º (ENEM) O texto, que narra uma parte do jogo final do Campeonato Carioca de futebol, realizado em 2009, contém vários conectivos, sendo que


(A) d. mesmo traz ideia de concessão, já que “com mais posse de bola”, ter dificuldaDe não é algo naturalmente esperado.


(B) e. por causa do indica consequência, porque as tentativas de ataque do Flamengo motivaram o Botafogo a fazer um bloqueio.



    Ademais, por não serem um "padrão" na sociedade que, no que lhe concerne, ainda vem tentando impor a família tradicional através de discursos odiosos, acabam desestruturando a base de algumas famílias. De acordo com o Censo demográfico do IBGE de 2010, a família tradicional não representa mais a maioria do conjunto familiar brasileiro. Tal organização só se sustenta dentro de uma ética cristã.

    Outrossim, a família contemporânea pode ser vista como um ato de rebeldia. Uma base familiar ornamentada na libertinagem pode ser um grande problema para a sociedade, por julgar que quebrar regras é um ato iluminista e não um ato errado. Portanto, essa estrutura pode ser uma porta para a desordem.

   Considerando esses aspectos poderão concluir que, deve que o ministério da educação priorize palestras escolares com o intuito de mostrar que mudanças são necessárias para que aja progresso. Por fim, deve que a população brasileira olhe com outros olhos as diferenças, visto que, como constatou Hannah Arendt "A Pluralidade é a Lei da Terra".

Por "Maria Rita Azevedo  3° ano ""b"" matutino "

3º Marque a alternativa que apresenta só CONECTIVOS

(a) Ademais, Outrossim, Por fim;

(b) Ademais. Outrossim, Pluralidade;


4. 6ª 01. DOs textos lidos abaixo, marque aquele que NÃO HÁ “A redundância”.

(A)          Gelo gelado 24 horas aqui;

(D)         Clarice Lispector é uma escritora existencialista;


5ª 13ª D2 ESTABELECER RELAÇÕES ENTRE PARTES DE UM TEXTO, IDENTIFICANDO REPETIÇÕES OU SUBSTITUIÇÕES QUE CONTRIBUEM PARA A CONTINUIDADE DA REDAÇÃO.


O TERMO "TAL ORGANIZAÇÃO" é um elemento coesivo REFERENCIAL porque faz referência a que outro elemento do texto?


(A) Família


(B) IBGE


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     Lançado em 2014, o filme RoboCop de José Padilha é um “remake” da versão produzida entre as décadas de 80 e 90. No enredo, o personagem Alex Murphy sofre um atentado e fica bastante ferido. Mais tarde um grupo empresarial “o compra” de sua família para ressuscitá-lo em um maquinário que servirá de policial à época. Ao acordar da morte, a cena lembra muito o dilema do “eu” já muito mencionado na literatura. Hoje, o “eu” figura ente o real e o virtual.
      No filme de Padilha, o problema acontece quando Murphy é reconstruído e mesmo sabendo que parte do seu “eu” está ali; outra que é o corpo foi perdida. O choque é o mesmo da protagonista de Clarisse Lispector em um de seus livros mais famosos – quando a protagonista se pergunta, claro, com outras falas: “quem realmente está no aqui agora?”. O susto é certeiro.
      “Quem sou eu?”; “eu estou no controle?”. Os dois questionamentos são vistos em duas cenas na obra de Padilha e lembram, realmente, o livro  “A Paixão segundo GH” de Lispector. O susto de descobrir que “não é” acontece quando a protagonista da autora fica sozinha sem sua empregada. Para você que quer passar pela mesma sensação – imagine a situação hipotética e responda: “-se você tivesse sido sequestrado quando ainda bebê e vendido num outro país e voltasse para o presente: a língua, o modo de vestir, as comidas tudo seria diferente, não é?”. Nisso, você ‘não é” e muito menos está no controle.
        Atualmente o dilema ficou mais forte, pois além do que já existia que era a abordagem em filmes, na literatura, e no real pelo questionamento que é a construção que se dá pela escola, pela igreja, surgiu um “eu” que vive duplamente no corpo: o real e o virtual. A geração contemporânea vive dessa forma -  num constante embate entre o de “carne e osso” e aquele que fica nas redes sociais - bem diferentes um do outro, mas provocando os mesmos questionamentos – com um “recheio” a mais: a questão homem/máquina e quem está no controle? É a geração Robocop.


Pesquisar da Página 235 até 238


1º O QUE É INTEXTUALIDADE?

(A) é um modo particular de se estabelecer uma relação [...] das ideias do texto original, em geral para subverter ou mesmo o satirizá-lo.

(B) são as relações, menos ou mais explícitas, entre um texto e outros textos produzidos anteriormente a ele.

2ª D4 – Inferir uma informação implícita em um texto. O que são as informações implícitas no texto?

(A) A habilidade que pode ser avaliada por este descritor, relaciona-se à localização pelo que pode estar expressa literalmente no texto.


(B) são aquelas que não estão presentes claramente na base textual, mas podem ser construídas pelo leitor por meio da realização de inferências que as marcas do texto permitem.


3º INFERE-SE DE FORMA EXPLÍCITA DO TEXTO:

(A) Atualmente o dilema ficou mais forte, pois além [...] do real pelo questionamento que é a construção que se dá pela escola, pela igreja, surgiu um “eu” que vive duplamente no corpo: o real e o virtual.

(B) Atualmente o dilema não existe, pois além do que já existia que era a abordagem em filmes, na literatura, e no real pelo questionamento que é a construção que se dá pela escola, pela igreja, um “eu” ficou imutável nos dias atuais



4º Observe a parte não verbal do cartum. O que cada um dos três pássaros está fazendo?


(A) O 1º está ciscando no dente do crocodilo e o 2º está virado para o 3º, que olha para cima e sem preocupação alguma não diz nada.

(B) O 1º está ciscando no dente do crocodilo e o 2º está virado para o 3º, que olha para cima com uma expressão preocupada e fala alguma coisa.

5º O que o olhar do crocodilo expressa?

(A) Tédio, cansaço, preguiça.

(B) Felicidade, enrgia, alegria.


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7º Plan 3º - A poesia de 30: Cecília e Vinícius Páginas: 182 a 189; e Operadores








Motivo

Eu canto porque o instante existe

e a minha vida está completa.

Não sou alegre nem sou triste:

sou poeta.


Irmão das coisas fugidas,

não sinto gozo nem tormento.

Atravesso noites e dias

no vento.


Se desmorono ou se edifico,

se permaneço ou me desfaço,

-não sei, não sei. Não sei se faço

ou passo.


Sei que canto. E a canção é tudo.

Tem sangue eterno a asa ritmada.

E um dia sei que estarei mudo:

- mais nada.

MEIRELLES, C. Obra poética. Rio de Janeiro:


1º) O poema ”Motivo” se inicia com o verso ”Eu canto porque o instante existe”. Qual é o canto aqui se refere o poema e o motivo do seu canto.

(A) o canto poético, ou seja, a própria poesia e tudo isso por conta do instante, do presente, da própria vida;

(B) o canto poético, ou seja, a própria poesia e tudo isso porque a autora existe, mas tem a vida triste;


Ai, palavras, ai, palavras,

que estranha potência a vossa!

Todo o sentido da vida

principia a vossa porta:

o mel do amor cristaliza

seu perfume em vossa rosa;

sois o sonho e sois a audácia,

calúnia, fúria, derrota...

A liberdade das almas,

ai! com letras se elabora...

E dos venenos humanos

sois a mais fina retorta:

frágil, frágil, como o vidro

e mais que o aço poderosa!

Reis, impérios, povos, tempos,

pelo vosso impulso rodam...

MEIRELLES, C. Obra poética. Rio de Janeiro:


2º) 5. 121 (ENEM 2014) O fragmento destacado foi transcrito do Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles. Centralizada no episódio histórico da Inconfidência Mineira, a obra, no entanto, elabora uma reflexão mais ampla sobre a seguinte relação entre o homem e a linguagem:

a) A força e a resistência humanas superam os danos provocados pelo poder corrosivo das palavras.

b) As relações humanas, em suas múltiplas esferas, têm seu equilíBrio vinculado ao significado das palavras.


Soneto de separa•‹o

De repente do riso fez-se o pranto

Silencioso e branco como a bruma

E das bocas unidas fez-se a espuma

E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento

Que dos olhos desfez a última chama

E da paixão fez-se o pressentimento

E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente

Fez-se de triste o que se fez amante

E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante

Fez-se da vida uma aventura errante

De repente, não mais que de repente.

(In: Nova antologia poética de Vinicius de Moraes, seleção e organização de Antonio Cícero e

Eucanaã Ferraz. São Paulo: Cia. das Letras, Editora Schwarcz Ltda., 2008. p. 100 © VM.)


3º) 5. 121 (ENEM 2014) Como o nome sugere, o “Soneto de separação” tem como tema a separação. De que tipo de separação trata o poema?

a) A força e a resistência humanas superam os danos provocados pelo poder corrosivo das palavras.

b) De uma separação amorosa, conforme indica o verso “E das bocas unidas fez-se a espuma”.


4º) 5. 121 (ENEM 2014) As figuras de linguagem cumprem um importante papel na construção

do poema. Identifique a figura de linguagem que se verifica nestes pares de palavras da poesia "Motivo"


a) Antítese

b) Sinônimo











5º 3.12.  Quais operadores argumentativos completam o texto acima adequadamente?

(A) Na chamada década perdida / o país / dessas pessoas / ao governo e à sociedade brasileira / à nova realidade / aos estrangeiros / Embora / Esse aspecto / entretanto / Portanto / dessa situação / Ademais / a esse grupo

(B) Na chamada década perdida / o país / dessas pessoas / ao governo e à sociedade brasileira / à nova realidade / aos estrangeiros / Embora / Esse aspecto / entretanto / Portanto / dessa situação / Ademais / Por issso



6º 8.     405 pág. 158 (Renato Aquino 2014) Gritou muito, porém ninguém ouviu. A oração coordenada sindética deste período classifica-se como:

(A)  aditiva                    
              
(B) adversativa


7º 7.     427 pág. 161 (Renato Aquino 2014) Assim que chegou, foi ao escritório. Oração subordinada adverbial
         
(A) proporcional.             
(B) temporal.


8º Com base no livro Didático, responda: O que são OPERADORES ARGUMENTATIVOS?

(A) São termo utilizados para correlacionar partes de um texto, a fim de permitir que a direção argumentativa que se pretende tomar fique subentendida.

(B) São termo utilizados para enfeitar um texto, a fim de permitir que a direção argumentativa que se pretende tomar fique entendida.


LINK DO GABARITO PARA MARCAR. 


https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdGDQ5n01DtSHCyKBuvlIFGnPaiHA2LuxS06M-kTR-MaHonIw/viewform?usp=sf_link

O QUE EU SEI!

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