terça-feira, 22 de setembro de 2026

11ª PERGUNTA BESTA A partir da 263

      PERGUNTA BESTA


      Era um dia normal de aula e o professor se dirigiu à sala com todo o seu material didático. Havia tempos do mestre na missão do magistério e havia tempos, também, que os alunos bons haviam entrado em “extinção”. Tempos que o professor não era bem indagado. Indagado, pelo mínimo que fosse com um – “Não entendi professor? Explique de novo!”. Eram tempos ruins, tempos de pouca Inteligência, mas a esperança ainda existia dentro do mestre, e àquele dia parecia ser especial. Logo na entrada, o professor viu um aluno com um livro aberto e parecia está atento a leitura: tudo animou o educador a ir para a sala de aula.
     Na sala, o docente começou a explicar um assunto novo. Os alunos estavam atentos. Um logo se levantou e pediu a atenção do Mestre. O professor sentiu que agora sim, sairiam indagações inéditas.
- Professor! Professor. O aluno chamou o professor desesperadamente.
- Posso ir ao banheiro.
     O esmorecimento encheu o coração do Educador. Onde estaria àqueles bons meninos, que forçavam professores a se prepararem? Mal terminado de pensar, o professor foi interrompido por outro discente.
-Professor! Professor...
      Agora sim o mestre teria que está preparado, pois há horas o aluno estava atento ao assunto.
-Professor! Posso ir beber água?
     A esperança poderia morrer, pois era apunhalada sempre pelas decepções. Mas, o professor é um soldado, um soldado que vai a batalha não para destruir àqueles que o tem como inimigo, mas para educá-los.
     O educador para de explicar o assunto, ciente de que todos haviam entendido tudo. Convoca os discentes para copiar um exercício. O exercício, única forma de tornar o conhecimento firme na cabeça de qualquer um, fora o exercício, qualquer outra prática é mentirosa, e aquele educador sabe disso.
-Professor! Professor...
      Uma pergunta em pleno exercício, o aluno deve dizer que sabe desta questão e pode respondê-la agora.
-Professor! Professor. – Quantas linhas é pra saltar?
     Essa o professor não responde. “Quantas linhas é pra saltar?”. A pior de todas as perguntas, pior gramaticalmente, pior na sequência das piores, A pior. O mestre não responde. Se fosse responder diria: “- Filho, se seus pais forem ricos, deixe uma folha inteira. Se forem pobres economize o máximo”. Vendo que a resposta seria agressiva, podendo o educador pagar caro por ela, o professor então, resolveu ficar no silêncio e continuou escrevendo o exercício.
-Professor! Professor...
     O professor quis não dá atenção, seria um sinal de morte da esperança. Depois de tantas perguntas bestas, o mestre achava que seria melhor não dá tanta atenção. Mas as insistências eram desesperadoras.
-Professor! Professor! Por favor!
     O mestre olhou e pediu que o aluno falasse.
-Esse exercício que você está copiando: -É pra copiar?
     Os tempos não são favoráveis ao mestre, o discente assumiu posição muito importante. Se o professor se estressasse, o pai ou qualquer responsável poderá vir a escola e até agredir o Educador. A diretora não gostaria da atitude do docente, A secretaria de Educação e a prefeitura o desaprovaria. Então, o melhor é o professor ascenar com a cabeça que sim: -É pra copiar. São todos patrões, e todos com muitos poderes – Alunos, pais, Diretor, Secretaria de Educação e prefeito – São todos patrões.
     O sino toca, o docente termina mais um dia sofrido. Força tem de estudar, conhecimentos, também. Então, ele pensa: “Por que não sair, por que não escolher na vida um único patrão?”.






Ladra abandona filha de
anos durante assalto

Flagrada furtando uma loja com três
comparsas, uma mulher saiu correndo e
deixou a filha de 3 anos no local do furto,
em Jundiaí, interior de São Paulo. O caso
aconteceu na terça-feira, mas só anteontem
as imagens da ação foram divulgadas
pela polícia. Seguranças entregaram
a menina ao Conselho Tutelar. A Justiça
decidirá o destino da criança. Ela pode ficar
sob a guarda dos avós.
Duas das suspeitas acabaram detidas. A
mãe da menina abandonada não havia sido
localizada até a manhã de ontem.

Mulher é feita refém em
shopping no Tatuapé

Uma mulher foi mantida refém por um homem
com uma faca no pescoço, ontem à
tarde, na praça de alimentação do Shopping
Metrô Tatuapé, na zona leste da capital. Parte
do local foi esvaziada pelos policiais, e frequentadores
chegaram a pensar que havia
um arrastão. O homem acabou preso pela
PM. A vítima não ficou ferida, mas foi atendida
por uma equipe médica.


1. Ambas as notas fazem referência a problemas de violência envolvendo mulheres.


(A) Na 1ª.mulher é a agente responsável pela violência. Na 2ª.a mulher sofre a violência.

(B) Na 2ª.mulher é a agente responsável pela violência. Na 1ª.a mulher sofre a violência.

2. EM QUAL SENTENÇA HÁ UMA AMBÍGUIDADE?

(A) A mãe pediu para a menina sair do seu quarto.

(B) A mãe pediu para a menina sair do quarto do irmão.


3. DESCRITOR QUE VISA Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc.

(A) 15

(B) 02

4. DESCRITOR 15 VISA Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc. São os famosos CONECTIVOS que marcam umas das cinco compdetências do texto dissertativo argumentativo; Marque a alternativa com a sequeência de elementos coesivos de sequência.

(A) dia ,pois mas Essa Depois

(B) Logo ,pois mas Essa Depois 


5. 3º INFERE-SE DE FORMA EXPLÍCITA DO TEXTO "PERGUNTA BESTA":

(A) O sino toca, o docente termina mais um dia sofrido. Força tem de estudar, conhecimentos, também. Então, ele pensa: “Por que não sair, por que não escolher na vida um único patrão?”. 

(B) O sino toca, o docente termina mais um dia sofrido. Força tem de estudar, conhecimentos, também. Então, ele pensa: “É melhor não sair, por que não escolher na vida um único patrão?”.


Clique no link abaixo para marcar a alternativa correta

6º Plan 2º Uni. 2 –Cap.3 A carta pessoal. Páginas: 159 a 162. Um conto psicológico e social : Ser ou não ser feliz agora








Leia a carta pessoal a seguir.

Rio – 18 – Fevereiro – 1946

Caríssimo Portinari:

A sua carta chegou muito atrasada, e receio que esta resposta já não
o ache fixando na tela a nossa pobre gente da roça. Não há trabalho mais
digno, penso eu. Dizem que somos pessimistas e exibimos deformações;
contudo as deformações e miséria existem fora da arte e são cultivadas
pelos que nos censuram.
O que às vezes pergunto a mim mesmo, com angústia, Portinari, é isto: se
elas desaparecessem, poderíamos continuar a trabalhar? Desejamos realmente
que elas desapareçam ou seremos também uns exploradores, tão perversos
como os outros, quando expomos desgraças? Dos quadros que você mostrou
quando almocei no Cosme Velho pela última vez, o que mais me comoveu foi
aquela mãe com a criança morta. Saí de sua casa com um pensamento horrível:
numa sociedade sem classes e sem miséria seria possível fazer-se aquilo?
Numa vida tranquila e feliz que espécie de arte surgiria? Chego a pensar que
faríamos cromos, anjinhos cor-de-rosa, e isto me horroriza.
Felizmente a dor existirá sempre, a nossa velha amiga, nada a suprimirá. E seríamos
ingratos se desejássemos a supressão dela, não lhe parece? Veja como os nossos ricaços
em geral são burros.

E adeus, meu grande Portinari. Muitos abraços para você e para Maria.
Graciliano.

Cópia da carta em
estudo, disponível
no site oficial de
Graciliano Ramos.
Instituto de Estudos Brasileiros, São Paulo, Brasil
George Marks/Retrofile/Getty Images
159
PrODuÇÃO
De teXtO

Literatura de informação. Semântica (II). Carta pessoal e carta de apresentação CAPÍTULO 3
Julgo naturalmente que seria bom enforcá-los, mas se isto nos trouxesse
tranquilidade e felicidade, eu ficaria bem desgostoso, porque não
nascemos para tal sensaboria. O meu desejo é que, eliminados os ricos de
qualquer modo e os sofrimentos causados por eles, venham novos sofrimentos,
pois sem isto não temos arte.

(Disponível em: http://graciliano.com.br/site/1946/02/carta-degraciliano-
ramos-a-portinari/. Acesso em: 10/7/2015.)



1º - A carta lida tem como interlocutores dois conhecidos artistas brasileiros. A quem ela foi endereçada e qual era atividade artística a que se dedicava ao destinatário

(A) A Portinari que se dedicava a pintura;
(B) A Graciliano Ramos se dedicava a literatura;

2º - quais trechos abaixo são aqueles que atualmente parece informais?

(A) A sua carta chegou muito atrasada;
(B) receio que esta resposta já não o ache;

3º - Segundo o site dos Correios, o endereçamento correto de ter a seguinte estrutura:

(A) nome do destinatário, tipo do logradouro, nome do bairro, nome da localidade, CEP;
(A) nome do remetente, não precisa do logradouro, nome do bairro, nome do local, CEP;

4º - Escreva em no mínimo 10 e no máximo 15 linhas uma carta obedecendo todas as regras estudadas no capítulo (Cidade, Data e no término despedida com o nome da pessoa com quem voê conversa e o seu nome)


Para marcar e responder as questões clique no link abaixo e envie







O Caniçal

     Já fazia anos que ela pegava cocorotes. Aquela vida começou quando tinha três anos. Hoje tem quinze. Seus pais acreditavam e a mandaram para o lugar onde todos acreditavam sair de lá com sucesso – o Caniçal. 
     O relógio marcava a proximidade de mais um dia de aulas. Maria se maquiava; a menina era bonita e inteligente.   
     Já no Caniçal, o professor pegou a aluna Joaquina e iria cumprir a rotina que já existia há anos em todos os cantos daquele estranho mundo. Colocou a mão na parte de trás do pescoço da menina e começou a cocorotar. Dizia que os meninos só seriam grandes se suportassem até a campa tocar. A boca de Joaquina ficava entre-aberta e escorria muita saliva pelo canto. Seus olhos ficavam arregalados, mas ela suportava.
     O primeiro coque doía muito, do mil em diante nada mais era sentido. Cansado, doído, humildemente o mestre cumpria a sua missão de cocorotar. Ele também acreditava naquilo.
     No dia seguinte, Maria se arrumou, penteou o cabelo e saiu. Chegando à escola encontrou seus amigos de classe. Tinha um que ela não suportava - “o traidor Pedro”  ( o chamavam assim por ser o dedo duro da turma). 
— onde está a Joaquina? Perguntou Maria.
— Ela não veio, parece que seus pais a colocaram num outro caniçal. Particular.  – “n’outra” cidade. Dizem que os coques daqui são poucos e não levam ninguém a lugar algum. Alguém falou. 
— ela é uma tola, nós vamos ter sucesso na vida é a partir daqui. Disse Pedro.
     Maria ouvindo aquilo ficou com uma raiva e pensou: como sofrer tanto pode está vinculado ao sucesso? Não faz sentido.
     O professor se aproximou e começou a dar cocorotes na menina.
     Maria com a cabeça ardendo pediu para sair. Foi quando ouviu o coordenador Sabino falando ao telefone com um representante do governo. 
— meu querido amigo, a safra deste ano vai ser a melhor de todas. Serão ótimos pagadores de impostos. Trabalhadores braçais muito bons. Os coques os colocam em seus lugares. Os tornam mansos. Nesse ano teremos os meninos que menos questionam. Eles acreditam que quanto mais coques aguentarem, mais sucesso terão. São uns tolos. Mas, é claro que vamos deixar que um deles tenha um bom emprego. Seja o sucesso. Só um, não mais. Os outros vão se encher de esperança querendo ser como esse um. 
— Do que ele esta falando?  — quer dizer que eles estão nos enganando? Pensou Maria ao ouvir tudo.
     A garota volta para a sala de aula e como sempre ver os seus amigos recebendo coques. Aquilo a deixa  nervosa. É quando com a voz estrondosa manda o professor parar:
— Vocês não entendem. É tudo ilusório. No fim não seremos aquilo que tanto desejamos. Estamos sendo preparados como gado ou ovelhas para o abate.    O professor é só mais uma vítima inconsciente nisso tudo. Só o coordenador e as autoridades sabem. No futuro vamos apenas trabalhar muito para gerar impostos para uns poucos viverem confortavelmente.
     De início o professor até concordou com a menina, mas para puni-lá, o mestre  a leva ao poderoso coordenador:
— o que?! Essa menina está nos desafiando? Disse o coordenador.
— você é um mentiroso! Disse Maria.
— como?! Do que você esta falando? Perguntou o Sabino.
— você sabe muito bem. Você não me engana, e em breve não enganará mais ninguém.
     O poderoso coordenador ordenou que a levassem para um quarto escuro no interior do caniçal. E lá ele passou horas dando cocorotes em sua cabeça. 
     No outro dia ele a tirou do quarto e a levou para a sala de aula, os amigos quando viram seu estado ficaram com muito medo. 
     O coordenador pediu a ajuda do aluno Pedro. A proposta do menino foi rápida: 
— faça eventos: futebol, desfiles. Isso fará todos ficarem com você.
     Dias após ocorreram diversas festividades.
     O resto do ano foi marcado por palavras como suspensão, expulsão e outras que provocam medo. A rotina de cocorotes continuou. A aluna Maria suportou tudo e ao término do ano prestou um vestibular e conseguiu o primeiro lugar num bom curso. Formou-se numa profissão muito boa e ganhou muito dinheiro. 
[...]
— É mais um início de ano letivo. Sejam todos bem vindos. O exemplo que vamos falar hoje é de uma grande aluna do passado. Que suportava tudo. Uma vencedora. Passou num bom vestibular e é o sucesso de nossa instituição. Espelhem-se nela – a aluna Maria -  Disse o Coordenador Sabino aos novatos que chegavam para mais um ano letivo de aula.





1º Plan 1º ptGÊNEROS TEXTUAIS - Textos instrucionais. Pág 141 a 144 William Cereja







1º Atualmente, é possível encontrar na Internet textos que ensinam a fazer de tudo um pouco, seja na forma de dicas, seja na de tutoriais. Esses textos, assim como as receitas culinárias, as regras de jogos, os manuais de montagem e de uso de aparelhos, entre outros, são os chamados

(A) Texto irracionais;

(B) Texto Instrucionais;

2ª A partir dos textos lidos no livro didático, quais as formas verbais servem para instruir os leitores?


(A) corte, fique, encontre, toque, use, vá;

(B) vieram, existem, estivermos, visualizando


3º QUAIS OS PASSOS ENSINADOS NO "Tutoria de acesso ao Texto Publicitário. William Cereja e Questões". Acesso no link https://www.youtube.com/watch?v=HLb-lNY6Pdo

 

(A) CLICAR NO LINK AZUL E SER DIRECIONADO PARA O BLOGUE ONDE TERÁ DEZ QUESTÕES QUE DIZEM RESPEITO A UM TEXTO PUBLICITÁRIO E VAI ATÉ ABAIXO PARA CLICAR NUM LINK DO GABARITO;


(B) VAI DIRETO NO LINK DO GABARITO E RETORNA E CLICAR NO LINK AZUL E SER DIRECIONADO PARA O BLOGUE ONDE TERÁ DEZ QUESTÕES QUE DIZEM RESPEITO A UM TEXTO PUBLICITÁRIO


4º ACESSE O LINK https://isaacsabino.blogspot.com/2021/04/relatorio-de-estagio-docente-em.html E MARQUE AS INTRUÇÕES PARA FAZER UM RELATÓRIO QUE PRECISA TER EM SUA ESTRUTURA:


(A) CAPA, SUMÁRIO, DADOS GERAIS, INTRODUÇÃO, REFERENCIAL TEÓRICO, CARACTERIZAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO, HISTÓRICO, MISSÃO E VISÃO, IMPORTÂNCIA DA EMPRESA, ESTRUTURA ORGANIZACIONAL E OUTROS;


(B) CAPA, SUMÁRIO, ESTÁGIO, ATIVIDADES DESENVOLVIDAS, PROPOSTAS DE MELHORIAS, CONCLUSÃO, REFERÊNCIAS, ANEXOS, ADOS GERAIS, INTRODUÇÃO, REFERENCIAL TEÓRICO, CARACTERIZAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO, HISTÓRICO;


5º SEGUNDO AS INSTRUÇÕES, UM BOM TEXTO DISSERTATIVO ARGUMENTO PRECISA TER INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO E CONCLUSÃO. A PARTIR DA LEITURA DO TEXTO DO LINK https://isaacsabino.blogspot.com/2021/03/a-rotatividade-de-professores.html MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA.


(A) A INTRODUÇÃO VAI DE "A busca por melhores condições no ambiente [...] até [...] como diminuir essas deficiências são geradas com essas trocas?

(B) A INTRODUÇÃO VAI DE "Portanto, é perceptível que um professor   [...] até  [...] Ademais, Ministério da Educação e Secretarias têm criar políticas para combater esse desânimo docente.

 


CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA IR  AO GABARITO E MARCAR A SUA RESPOSTA

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdskZdFI8bKfcRkBBe1_Ts6CCvnx4v7t5uW9c_1Y6KpbRZz7A/viewform?usp=sf_link

 

 































Quando Deus redimiu da tirania
Da mão do Faraó endurecido
O Povo Hebreu amado, e esclarecido,
Páscoa ficou da redenção o dia.

Páscoa de flores, dia de alegria
Àquele Povo foi tão afligido
O dia, em que por Deus foi redimido;
Ergo sois vós, Senhor, Deus da Bahia,

Pois mandado pela alta Majestade
Nos remiu de tão triste Cativeiro,
Nos livrou de tão vil calamidade.

Quem pode ser senão um verdadeiro
Deus, que veio estirpar desta cidade
O Faraó do povo brasileiro.

DAMASCENO, D. (Org) melhores poemas: Gregório de Matos. São Paulo; Globo. 2006

6. 114 (ENEM 2014) Com uma elaboração de linguagem e uma visão de mundo que apresentam princípios barrocos, o soneto de Gregório de Matos apresenta temática expressa por
(A)visão cética sobre as relações sociais.
(B)preocupação com a identidade brasileira.
(C)critica velada à forma de governo vigente.
(D)reflexão sobre os dogmas do cristianismo,

(E)questionamento das práticas pagãs na Bahia.




Tarefa

Morder o fruto amargo e não cuspir
Mas avisar aos outros quanto á amargo
Cumprir o trato injusto e não falhar
Mas avisar aos outros quanto é injusto
Sofrer o esquema falso e não ceder
Mas avisar aos outros quanto é falso
Dizer também que são coisas mutáveis...
E quando em muitos a não pulsar
-do amargo e injusto e falso por mudar-
então confiar à gente exausta o plano
de um mundo novo e muito mais humano.
CAMPOS. G. Tarefa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 1961.

Jogos Vorazes. A escola, o jovem e a liberdade.

         Ah! O velho dilema acerca da liberdade. E a bola da vez é “Jogos Vorazes” – uma obra prima. Do livro ou do filme dá para se extrair as sociedades “espartanas” de todas as épocas, principalmente a atual, que através de algumas instituições “força” suas crianças e jovens, que, são obrigados à aprender e obedecer as regras impostas por um pequeno grupo de adultos elitizados que precisam manter as coisas como estão.  No enredo, num mundo pós-apocalíptico, para evitar uma nova guerra, os pais têm que enviar os filhos a um jogo de onde só um sai com vida e rico. É só arte, mas a comparação com a realidade cabe como uma luva: quantos pais não enviam seus filhos para a escola alimentados por uma esperança que de lá eles saiam vivos e ricos. E quantos filhos não participam do jogo com tanta voracidade (estudam tanto que esquecem de viver) - o propósito é vencer, derrotar o outro. A grande maioria perde.
     Como premissa, “Jogos Vorazes” leva qualquer um que assiste ou ler a concluir que as instituições como a escola e crenças na esperança, na liberdade são só parte de algo que serve aos propósitos de alguns.
     Quantos na história discutiram a questão da liberdade – ela existe ou não existe? O homem é dono de suas decisões ou ele vive submisso a outros homens ou deuses? “... e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:22). Por aí se ver o tamanho do dilema do tema porque mesmo conhecendo a verdade e pensando está livre, o homem continuará preso - agora à verdade. Quantos meninos relutam em ir à escola, mas vão. Não sabem por quê, mas vão. E os adultos? Quantos irão aceitar a sua condição - alicerçados num argumento de que fracassaram no colégio e por isso devem ser punidos com os piores serviços da cidade. 
     Quem assiste ou lê “Jogos Vorazes” percebe essa confusão. Os meninos são postos no jogo – só um sairá vivo e será premiado com uma vivência boa na polis. O leitor ou telespectador não consegue vê brechas de que se fosse com ele (o leitor/telespectador) ele conseguiria se livrar da jogatina, protestar e convencer os outros a não participarem. Não consegue porque no mundo real é igual: aceita o jogo - escola com carteiras quebradas, com ventilador, sem metas; aceita os vestibulares. Morrerá, mas aceita, pois não vê uma brecha de saída; quando pais, sabe que fracassou – aceita a nova condição, não há saída. Por esse ângulo parece mesmo que a liberdade do indivíduo não depende dele exatamente. Parece até que não há liberdade.
     “Jogos Vorazes” é bom porque é lento como a vida. Uma vida na carteira da escola ou naquele emprego sub-humano é demorada. A história só vai ter alguma emoção, alguma morte (homens gostam de histórias que tenham mortes), passados mais da metade do enredo, e só no final é que se perceberá que todo o sistema é frágil e que pode haver liberdade. Pode haver. A obra termina, mas os protagonistas continuam submissos ao sistema, de qualquer forma fica subentendido que algo se abalou – uma luz de liberdade sinalizou. Isso é que é interessante no romance: todo o homem se é levado a crer que a única coisa a se fazer é aceitar o jogo macabro, mas o bom é luz da liberdade proposta no término.
     A verdade, alguém já deve ter dito isso, é que “o homem está condenado à liberdade”. Nisso a vida real se assemelha muito com “Jogos Vorazes”: mais da metade da obra, ou quase toda, é vista como uma condição aceitável e que não há saída a não ser viver uma vida miserável alimentada por uma falsa esperança elitizada. Mas já pensou se os negros ou as mulheres ou povos inteiros tivessem visto a coisa só dessa forma. Não viram porque dentro deles algo incomodava. Esse algo era o “verme” com que todos estão condenados a conviver – a liberdade. Os benefícios que se colhe hoje são lutas de alguém que não se conformou com sua condição no passado. A luta que se trava hoje não será recompensada com benefícios aos que lutam hoje, mas aos jovens do futuro.  E com certeza os jovens do futuro usuram máscaras contra um sistema que os manipula, pagaram um preço (às vezes a vida) mas procuraram uma forma de libertar a maioria de uma condição que é repudiante.


3. (Modelo Enem 2014) Infere-se do texto
A) que não dá para se extrair lição alguma do enredo analisado;
B) que “Jogos Vorazes” mostra a esperança escolar com a verdade;
C) que o leitor ou telespectador consegue ver uma saída do jogo;
D) que a jogatina da ficção pode ser comparada com a escola real;
E) que “Jogos Vorazes” não é bom. É lento. É chato.

4.     O texto é predominantemente:
A)   Lúdico         B) Publicitário        C) Dissertativo        D) narrativo

5.     Movimento Literário marcado pelo desejo de liberdade e representado por uma ave.
A)   Mau do século    B) Condoreirismo   C) Arcadismo    D) Barroco


Em bom português

     No Brasil, as palavras envelhecem e caem como folhas secas. Não é somente pela gíria que a gente é apanhada (aliás, já não se usa mais a primeira pessoa. tanto do singular como do plural: tudo é “a gente”). A própria linguagem corrente vai-se renovando e a cada dia uma parte do léxico cai em desuso.
     Minha amiga Lila, que vive descobrindo essas coisas. chamou minha atenção para os que falam assim:
     - Assisti a uma fita de cinema com um artista que representa muito bem.
     Os que acharam natural essa frase, cuidado! Não saberão dizer que viram um filme com um ator que trabalha bem. E irão ao banho de mar em vez de à praia, vestido de roupa de banho em vez de biquíni, carregando guarda-sol em vez de barraca. Comprarão um automóvel em vez de comprar um carro, pegarão um defluxo em vez de um resfriado, vão andar no passeio em vez de passear na calçada. Viajarão de trem de ferro e apresentarão sua Esposa ou sua senhora em vez de apresentar sua mulher.

SABINO. F. Folha de São Paulo. 13 abr. 1984 (adaptado)

1.     110 (ENEM 2014)A língua varia no tempo, no espaço e em diferentes classes socioculturais. O texto exemplifica essa característica da língua, evidenciando que
(A) o uso de palavras novas deve ser incentivado em detrimento das antigas.
(B) a utilização de inovações no léxico é percebida na comparação de gerações.
(C) o emprego de Palavras com sentidos diferentes caracteriza diversidade geográfica.
(D) a pronúncia e o vocabulário são aspectos identificadores da classe social a que pertence o falante.
(E)  o modo de falar específico de pessoas de diferentes faixas etárias é frequente em todas as regiões.

2.     61(S. M. adm. ) Na apresentação de uma carta somos obrigados, muitas vezes, a separar no final da linha: qual das separações silábicas a seguir está correta?
A) trans-a-tlan-ti-co               
B) sub-li-nhar                          
C) pra-ia                      
D) con-se-quên-cia               
E)  p-si-co-lo-gi-a

A História, mais ou menos
     Negócio seguinte. Três reis magrinhos ouviram um plá de que tinha nascido um Guri. Viram o cometa no Oriente tal a se flagraram que o Guri tinha pintado por lá. Os profetas, que não eram de dar cascata. já tinham dicado o troço: em Belém da Judeia vai nascer o Salvador, e tá falado. Os três magrinhos se mandaram. Mas deram o maior fora. Em vez de irem direto para Belém, como mandava o catálogo, resolveram dar uma incerta no valho Herodes, em Jerusalém. Pra quê! Chegaram lá de boca aberta e entregaram toda a trama. Perguntaram: Onde está o rei que acaba de nascer? Vimos sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo. Quer dizer, pegou mal. Muito mal. O velho Herodes, que era um oligão, ficou grilado - Que rei era aquele? Ele é que era o dono da praça. Mas comeu em boca e disse: Joia. Onde é que esse guri vai se apresentar? Em que canal? Quem é o empresário? Tem baixo elétrico? Quero saber tudo. Os magrinhos disseram que Iam flagrar o Guri e na volta dicavam tudo para o coroa.
                        VERÍSSIMO. L.F. O nariz e outras crônicas. São Paulo. Ática. 1994

3.     114 (ENEM 2014) Na crônica de Veríssimo, a estratégia para gerar o efeito de humor decorre do(a)
(A) linguagem rebuscada utilizada pelo narrador no tratamento do assunto.
(B) inserção de perguntas diretas acerca do acontecimento narrado,
(C) caracterização dos lugares onde se passa a história.
(D) emprego de termos bíblicos de forma descontextualizada.

(E)  contraste entre o tema abordado e a linguagem utilizada.



sábado, 19 de setembro de 2026

Sobre NATURALISMO. Desmundo, linguagem, Consciência. Uma crítica

    

       De novo a questão da construção do ser - do “eu”. E a bola da vez é a linguagem - também dilema antigo entre os homens. O filme da hora é “Desmundo” de Alan Fresnot, 2003.
     “Desmundo” é um daqueles enredos bem simples e que hipnotiza do adolescente mais hiperativo ao adulto crítico. A obra retrata a condição da mulher, mas há outro monte de temas interessantes: a questão do índio; o poder e declínio do Reino e da igreja. Contudo esse texto aqui se limitará ao “eu” e a variação linguística histórica.
     Ao deslocar uma pessoa no tempo e no espaço, muito daquilo que ela acredita como verdade se desfaz. Acontece até mesmo com a língua (sem as legendas “Desmundo” não é compreensível). Então!? A língua não é legítima? – É o dilema. O debate é antigo e já opinaram personalidades como Aristóteles, empiristas e intelectualistas.

     A bem da verdade é que a construção “dum ser” dentro “dum corpo” passa também pelo implante de uma língua. É através desta que a comunidade vai ser controlada com as narrativas míticas; o que pode e não pode ser pronunciado. “Desmundo” é só a prova de que como qualquer construção humana, a linguagem se desfaz e muda radicalmente no tempo e no especo.



O naturalismo no Brasil teve origem com a publicação de "O Mulato" por Aluísio Azevedo em 1881. Autores como Raul Pompeia, Adolfo Caminha e Júlio Ribeiro, influenciados pelo positivismo europeu, também contribuíram com obras notáveis, como "O Ateneu", "Bom-Crioulo" e "A Carne". Este movimento coincidiu com o declínio da monarquia e o crescimento dos movimentos abolicionistas e republicanos. As características predominantes do naturalismo no Brasil eram o determinismo e a zoomorfização, influenciados por uma abordagem cientificista. Os escritores exploravam personagens marginalizados, frequentemente evidenciando preconceitos "científicos" em relação a mulheres, negros e homossexuais. Sua escrita era objetiva, despojada de romantismo, buscando analisar e expor a sociedade de maneira crua.




1 Marque a CORRETA no que diz respeito ao NATURALISMO:

(A) É determinista

(B) É libertário


2 (Modelo_Vestibular) Marque a alternativa INCORRETA: 

a) Em Desmundo Não é perceptível variação linguística histórica. 

b) A obra retrata da condição da mulher e índio do Brasil de 1570. 

3. Infere-se da análise Desmundo um dilema sobre 

A) O Eu 

B) a língua só 

4. No enredo, NÃO é personagem que exista por vontade do homem

A) O cavalo 

B) a mulher 

C) NDA

5.151 pág. 72 (Reanato Aquino Bc2014min) Observe as palavras grifadas da seguinte frase: “Encaminhamos as cópias do Edital nº 19/82.” Elas são, respectivamente:

(A) verbo, adjetivo;


(B) verbo, substantivo;


GABARITO

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8ª Plan 3º PT Análise linguística: informatividade e senso comum. Pág 207 a 213 Redação 2020 820 pontos



 



1ª No contexto da redação dissertativo argumentativa, tese é uma afirmação sobre determinado tema defendida por meio de argumentos. Dos ítens abaixo qual representa a tese da redação "O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira"


(A) Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais [...] o que infelizmente é evidente no pais.

(B) Portanto, há a necessidade de se combater esses obstáculos. [...] Assim se considera mais humana conforme atesta John Locke.



Sol não deve aparecer e capital
terá mais um dia frio e nubladoEm plena primavera, a capital paulista terá mais um dia de muito frio e tempo
fechado nesta quinta-feira, 9. A chance de o sol aparecer na cidade é muito pequena
e podem ocorrer chuviscos durante a manhã, mas o céu fica nublado à tarde
e à noite a temperatura não deve passar dos 17 °C, segundo previsão do Centro de
Gerenciamento de Emergências (CGE). [...]

(Disponível em: http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,sol-nao-deve-aparecer-e-capitaltera-
mais-um-dia-frio-e-nublado,256693. Acesso em: 15/3/2016.)


Sol não deve aparecer
nesta noite
A previsão para a noite de sábado e madrugada
de domingo é de escuridão. Segundo
meteorologistas, o Sol deverá se esconder atrás
da linha do horizonte, tornando-se invisível a
olho nu. Este é um fenômeno raro que ocorre
apenas uma vez a cada 24 horas.
A noite deverá ser iluminada por luzes artificiais
e a escuridão promete durar pelo menos até
as 6 horas da manhã de domingo. Para moradores
de outras partes do mundo, no entanto, o Sol estará
visível nesse mesmo período.

(O Estado de S. Paulo, 23/5/2009.)

2.1 7º Descritor 01 – (Localizar informações explícitas em um texto) Infere-se do texto “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira” 


(A) Há ausência de medidas governamentais no combate às doenças mentais;


(B) O governo tem usado todas as medidas para combater às doenças mentais;


3.2 9º Descritor 11 – (Distinguir um fato da opinião relativa a este fato. Um fato é algo que não há como se negar, já a opinião você pode concordar ou não). Marque a alternativa que é FATO.


(A) é inadmissível que esse cenário continue assim;


(B) A Constituição de 88 prevê o Direito à Saúde;


4. 1  - regência nominal é...

(A) O princípio pelo qual os verbos se ligam a seus complementos;

(B) O princípio pelo qual os nome se ligam a seus complementos;

5. 2 - Como falante nativo da língua portuguesa você certamente conhece as classes de palavras. Mesmo sabendo que as regras podem variar, marque alternativa de qual classe de palavras é a que complementa nomes ligando-os a outros nomes:

(A) Verbos;

(B) Preposições;


O QUE EU SEI!

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